
Campo, Pampa e Querência
João Chagas Leite
Campo, ventre que gera meu canto
Universo dos meus versos, sementeira onde me planto
Solo fértil, colo quente
És o seio onde semeio os anseios de meu canto
Pampa, razão, raiz de meus rumos
Destino de tantas vidas, hino à esperança que canto
Meu canto vem de tua gente
Voz dos campos que nas mentes vinga as sementes que planto
Campo dos que colhem sem plantar, dos que plantam se colher
Ah, pudesses tu escolher de quem ser e a quem se dar
Pampa faz da voz dos que te cantam campo livre onde se laçam
As sementes da esperança do suor dos que te plantam
Querência, terra da gente, essência de gente e terra
Que lições de vida encerras, terra humilde e tão capaz
E pensar que ainda há gente que em teu nome faz a guerra
Sem saber que gente e terra são sinônimos de paz



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