
Não existia
Juliana Hoffmann Liska
Neblinas nos olhos é tudo que vejo
O seu olhar esperança no ar
Eu não desejo, a sorte que tu teve por me achar
Sou vento perdido, buscando encontrar um abrigo
Mais como eu não tenho vago pelo mar oceano inteiro
Quando você se der por conta eu tive sorte de te perder
E nada eu perdi em você
Porque azar é sorte, sorte é azar
E mais sorte é saber que no fim não existe azar para mim
Eu não te perdi, foi você que me perdeu
Na neblina e escuro eu posso ver além do que era você
Não é sorte te esquecer, é azar pensar em você
Se aind penso é porque te conheci e me recordo que eu não existia ali



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