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Condenada

Laís Marival

Sou uma condenada que a tristeza quis
Só por maldade, fazer infeliz
A andar sofrendo sem a menor razão
Meu sorriso, que era uma felicidade
É hoje um dilúvio de saudade
É a tristeza do meu coração

Em cada momento que fico a pensar
Sinto os espinhos a me torturar
De uma flor que, a meu pesar, nasceu
É a flor que nasce no jardim da vida
Um amor que me fez desiludida
Porque nasceu e, sem crescer, morreu

E hoje a tristeza só me faz chorar
Pedindo pra de novo a flor brotar
Na minha vida, que foi um jardim
No entanto, em vez de flor, ficou só um espinho
Meu coração, num infeliz caminho
É condenado a sofrer, por fim


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