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O Filho do Ladrão
Léo Canhoto e Robertinho
O Filho do Ladrão
Uma criança tendo apenas nove anos
Triste chorava por ver tanta ingratidão
Quando o juiz mandou a ordem em sua casa
Para prender o seu papai do coração
Dos seus olhinhos tristes lágrimas caíram
Seu papaizinho iria agora pra prisão
Triste batia seu pobre coraçãozinho
Ao separar-se do seu pai de estimação
No outro dia quando ele foi pra escola
Seus amiguinhos não lhe davam atenção
Ninguém brincava com o pobre coitadinho
Todos diziam que era filho de um ladrão
Os seus olhinhos sempre molhados de pranto
Da vida dura desta amarga traição
Passava fome ao lado da sua mãezinha
Que trabalhava pra poder ganhar o pão
Um certo dia pra aumentar seu sofrimento
Sua mãezinha não pode mais trabalhar
Caiu de cama na pobreza em que vivia
Sem ter ninguém que os quisessem amparar
Porém um dia aquele pobre inocente
Entrou na igreja e começou a reclamar
Ajoelhou aos pés de Deus crucificado
E desse jeito começou a conversar
declamado:
( Senhor, aqui estou eu ajoelhado
Me desculpe se é pecado mas eu vim pra lhe falar
Olha, meu papaizinho está tão ausente
E minha mãezinha está doente sem poder sem levantar
Senhor, agora eu vou me arretirando
Minha mãezinha está me esperando, ao lado dela eu preciso ir
Me desculpe seu entrei aqui na igrejinha
Com minha roupa rasgadinha, é que eu não tinha outra nova pra vestir
Eu vim pedir para curar minha mãezinha
É ela que lava minha roupinha e trabalha pra me tratar
Se ela morrer eu vou viver não sei aonde
Por isso quero que o Senhor me responde se vai mesmo me ajudar)
Naquele instante tristes lágrimas caiam
Pelo rostinho daquela pobre criança
Quando uma voz disse pra ele:
- Meu filhinho, creia em mim, eu sou a única esperança
Pode ir pra casa junto da sua mãezinha
Lembra de mim e pode ficar sossegado
Por que aqueles que chamam pelo meu nome
Eu estarei eternamente a seu lado
El Hijo del Ladrón
Una niña de apenas nueve años
Lloraba tristemente al ver tanta ingratitud
Cuando el juez envió la orden a su casa
Para arrestar a su querido papá
De sus ojitos tristes caían lágrimas
Su papito ahora iría a la cárcel
Su pobre corazóncito golpeaba tristemente
Al separarse de su padre querido
Al día siguiente, cuando fue a la escuela
Sus amiguitos no le prestaban atención
Nadie jugaba con el pobre desdichado
Todos decían que era hijo de un ladrón
Sus ojitos siempre húmedos de llanto
Por la dura vida de esta amarga traición
Pasaba hambre al lado de su mamita
Que trabajaba para poder ganar el pan
Un día, para aumentar su sufrimiento
Su mamita ya no pudo trabajar más
Cayó enferma en la pobreza en la que vivían
Sin nadie que quisiera ayudarlos
Pero un día, aquel pobre inocente
Entró en la iglesia y comenzó a hablar
Se arrodilló ante Dios crucificado
Y así comenzó a conversar
(Señor, aquí estoy arrodillado
Perdona si es pecado, pero vine a hablarte
Mira, mi papito está tan ausente
Y mi mamita está enferma, sin poder levantarse
Señor, ahora me retiro
Mi mamita me está esperando, necesito ir a su lado
Perdona que entré aquí en la iglesita
Con mi ropa rota, es que no tenía otra nueva para vestir
Vengo a pedir que cures a mi mamita
Ella lava mi ropa y trabaja para cuidarme
Si ella muere, no sé dónde viviré
Por eso quiero que me respondas si realmente me ayudarás)
En ese instante, lágrimas tristes caían
Por el rostro de esa pobre niña
Cuando una voz le dijo:
- Hijo mío, confía en mí, soy tu única esperanza
Puedes ir a casa junto a tu mamita
Recuerda de mí y quédate tranquilo
Porque aquellos que invocan mi nombre
Estaré eternamente a tu lado



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