As Margens do Rio
Léo Leão
Pego meu cavalo e sigo numa longa estrada
Com minha amada, vou me encontrar
Saio bem de madrugada
Quando a passarada começa cantar
Montado em meu alazão berrante na mão, vou cortando estradão
Não paro e vou escutando, o gado berrando, não vendo a hora de te encontrar
Mas quando chego às margens do rio, sinto um vazio se ela não está
Que triste sem ela aqui
Não posso sorrir, canto pra não chorar
Mas de repente, avistei lá em cima a cachoeira e a neblina e um arco-íris no ar
Vejo um vulto, lá na corredeira, como uma sereia acenando pra mim
Então desço do meu alazão, o berrante na mão
Com ela vou me encontrar



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