O Vento Que Chama
Leo Mendes Sertanejo
Nas varandas do palácio
Nunca ouvi passar um bem-te-vi
Muito ouro, pouca vida
Muito luxo, pouco porvir
Toda tarde a mesma janela
Mesmo sino, mesma oração
Mas meu peito era estrada aberta
Pedindo outra direção
O vento chama quem nasceu
Pra descobrir outro lugar
Nem toda riqueza do mundo
Pode um coração comprar
Vou deixar a seda e a coroa
Vou vestir o amanhecer
Quem carrega amor no peito
Nunca tem o que perder
Levo o céu dentro dos olhos
Terra firme sob os pés
A riqueza desta vida
É amar de boa-fé
Lá no campo um violeiro
Fez a tarde florescer
Cada nota da viola
Me ensinava a renascer
A fogueira iluminava
Toda gente a cantar
Descobri que um lar de verdade
É onde a alma quer ficar
Se perguntarem meu nome
Digam só que fui feliz
Troquei muros por horizontes
E encontrei minha raiz
Vou deixar a seda e a coroa
Vou vestir o amanhecer
Vale mais um peito livre
Do que um reino sem viver
Levo o céu dentro dos olhos
Terra firme sob os pés
Quem reparte amor na vida
Nunca caminha sem fé



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