Guardião do Largo
Lúcio Bahia
Eu e a esperança no largo
Na estação de ver, a vida como passa
Em cada rosto, dois lados do mesmo ser
Um bonde parado é sem graça
É claro o motorneiro ainda não veio
O motorneiro é São Sebastião
Tacacá na Cuia, Pirarucu de casaca, moleque só de calção
Tubo de cola escondido sob a camisa de um mero político
Enrolada na mão, um paradoxo na cultura
Chôro menino tão sentido pois perdeu pro grande céu, seu lindo balão
A manauara linda, arranca suspiros quando passa
Planta canções em meu coração
E uma beleza índia, cruza o largo passo a passo
Contrasta com o geométrico chão
Até o Armando viu, mas quem viu primeiro foi São Sebastião
E o Chiquinho pipoqueiro, se faz parceiro do ar
Lança seu cheiro de pipoca, quase todos que cheiraram quase todos
Querem pipocar
Tacacá na Cuia, Pirarucu de casaca, moleque só de calção
Tubo de cola escondido sob a camisa de um mero político
Enrolada na mão, um paradoxo na cultura
Chôro menino tão sentido pois perdeu pro grande céu, seu lindo balão
A manauara linda arranca suspiros quando passa
Planta canções em meu coração
E uma beleza índia, cruza o largo passo a passo
Contrasta com o geométrico chão
Até o Armando viu, mas quem viu, primeiro foi São Sebastião
E o Chiquinho pipoqueiro, se faz parceiro do ar
Lança seu cheiro de pipoca, quase todos que cheiraram quase todos
Querem pipocar



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