De Estrada e Rancho
Luiz dos Reis
Eu fui chegando de manhã bem cedo
Mata e várzedo fui atravessando
Pra ver a prenda mais linda do mundo
Naquele rancho tava me esperando
Bolhei a perna e amarrei o pingo
Com um mate gordo veio me encontrando
Coisa bem linda este meu Rio Grande
Pra quem não sabe hoje eu vou contando
Num rancho simples e de pouco luxo
Um bom gaúcho faz sua morada
Muito capricho da prenda e carinho
Porque sozinho não se vale nada
Quando se passa um tempo gauderiando
Pela querência entre a gauchada
Bate a saudade do rancho e da prenda
Desencilho o pingo e dou um tempo pra estrada
Dos meus cachorros e de lidar no campo
De dar um trato para a bicharada
Ali renovo as minhas energias
E me preparo para outra jornada
Fogão a lenha, comida campeira
Feita por ela prenda abençoada
Banho de sanga e pescar no açude
De noite a Lua clareia a morada
Tendo os carinhos de alguém que se ama
Pelego ou cama não faz diferença
Saudade é mutua quando se está longe
Quando se encontra o amor é a sentença
Volto pra estrada escaramuçando o pingo
No pensamento vai sua presença
Ela no rancho espera eu não demoro
E em nove meses vem a recompensa



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