Eu e o João de Barro
Luiza Barbosa
Uma casinha branca no pé da serra
Rodeada de jasmineiro e orquídeas em flor
No fundo, um mato fechado de primaveras
Recanto que é o paraíso de um cantador
Na frente, um João barreiro fez sua casa
Talvez, porque também sofra da mesma dor
Mas leva a liberdade sobre suas asas
E voa para ir buscar o seu amor
Vai João Barreiro
Vai João Barreiro
Me deixa aqui, sozinho
Eu abraçado no pinho
Cantando pra espantar a dor
Um riacho de água corrente e cristalina
Que se encosta logo adiante, no ribeirão
Bebe a angústia de tarde que se termina
No silêncio tão vazio de um estradão
Até o simples rangido de um carro de boi
Já é motivo da dor desse meu coração
Que guarda uma saudade de quem se foi
Deixando esta tristeza e a solidão
Vai João Barreiro
Vai lá dizer a ela
Que estou sofrendo de dor
Sentindo a falta do amor
Dos beijos e abraços, dela



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