Nem Que Seja Por Um Dia
Luiza Barbosa
Ao reviver esta rua
De histórias bem contadas
Trago a saudade mais nua
Despida nessas estradas
Um pedaço do meu mundo
Foi comigo na bagagem
Saudade que fere fundo
Judiou durante a viagem
Meus olhos são labaredas
Jorrando um fogo feroz
Buscando a sede das sedas
E um mundo feito por nós
Os horizontes são lerdos
Pra os raios do meu olhar
E o que há de bom nas veredas
Meus sonhos vão alcançar!
Um dia o tempo retorna
Nem que seja por um dia
Ao lugar que o tempo adorna
Como paixão e poesia
À rua da minha infância
À minha terra Natal
Onde floresce a esperança
Plantada lá no quintal!
Tenho calos das jornadas
Cicatrizes, viração
No cabelo alguma geada
E um potro no coração
Hoje retorno sedento
De um ninho cheio de paz
E encontro todo o alento
No colo manso dos pais
Pois “inda” existe um castelo
Nesta rua pequenina
O mais gigante, o mais belo
E o que melhor me destina. Um castelo de coragem
Que me faz ir, mas voltar
Mostrando que a melhor viagem
É a de retorno pra o lar!
Um dia o tempo retorna
Nem que seja por um dia
Ao lugar que o tempo adorna
Como paixão e poesia
À rua da minha infância
À minha terra Natal
Onde floresce a esperança
Plantada lá no quintal!



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