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Tarja Preta

Marcelo Filho

Tarja preta pra mim é censura
O meu remédio sempre foi a loucura
Sem medo, motivo ou choro
Eu me estranho aos poucos

Entre o sonho e a coragem
Isso é herança de louco
Sem tempo pra pensar
Foi lá e fez

Só os loucos, só os loucos de verdade
Podem tudo, podem tudo de uma vez
Só os loucos, só os loucos de verdade
Podem ser o que são de uma vez

Tarja preta não é sobre doença
Ideologias ou crenças
È sobre não se encaixar
Nas regras do jogo

Entre o sagrado e profano
Continuo brincando com fogo
E se o dia não acabar bem
Amanhã recomeço talvez

Só os loucos, só os loucos de verdade
Podem tudo, podem tudo de uma vez
Só os loucos, só os loucos de verdade
Podem ser o que são de uma vez

Tarja preta, o gosto do meu desejo
O doce e o amargo de um beijo
Faz revelar quem se esconde
Onde só a alma responde

É o sono sem sonho
É o dia sem cor
A paz que anestesia
É o preço de ser o que sou

Só os loucos, só os loucos de verdade
Podem tudo, podem tudo de uma vez
Só os loucos, só os loucos de verdade
Podem ser o que são de uma vez


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