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O Dia do Arrependimento

Marco Brasil

Letra

Nuestra traducción no tiene la misma cantidad de líneas que la letra original, ayúdanos a revisarla para que se muestre correctamente.

O Dia do Arrependimento

Em uma festa muito animada
Entre bebidas e mulherada
Um rapaz bem sucedido
Brindava com os seus amigos
Sua vida de liberdade

De repente uma confusão lá na porta
Chamou sua atenção
E ele foi lá ver de perto o que acontecia

E que um homem estava sendo barrado
Não tinha sido convidado
Mas para para entra ele insistia
E o rapaz já nervoso, Foi logo chegando e dizendo:
_ O que o senhor parece ser muito teimoso
E antes que eu te jogue na rua
Me diz logo o que ta querendo ?

E o homem muito educado de olhar sereno
Olhou bem dentro dos seus olhos e disse:
_ Realmente eu não fui convidado
E não e minha intensão te atrapalhar
Eu vim apenas te dar um recado
É e com você mesmo que eu quero falar

E o rapaz naquele instante, olhou bem para
Aquele homem que apesar de ser estranho
O seu rosto tinha os semblantes conhecidos
Dispensou o segurança, pediu licença aos amigos
Chamando-o no canto aquele homem de olhar sereno
Se sentou na sua frente e começou a desabafar

Olha meu rapaz eu não vim aqui
Para te chatear muito menos para te ofender
Mas o que tenho para dizer e algo muito importante
Você precisa me escutar
Realmente hoje e um dia
Que você teria uma razão muito grande
para estar comemorando
Talvez não aqui nesse lugar
Por que a pessoa que você deveria estar comemorando
Nessa data, Infelizmente esta muito distante muito doente
em uma cama deitada muito doente
E não pode nem ao menos se levantar
Eu acho que o nome dela nem consta
Na sua lista de melhores amigos
E talvez você já tenha esquecido
Mas hoje e o aniversario dela
E é justamente sobre ela a sua mãe
Que eu quero falar

Eu cheguei aqui encontrei você feliz
Com tantas mulheres e tantos amigos você vive se divertindo
Você vive esbanjando o seu dinheiro fazendo festa
E eu vejo que esta e a vida que você tem vivido
Sempre festejando, blindagem sabe lá o que
Mas você deveria saber que e a maior riqueza
E que você parece que faz questão de não se lembrar
E aquela mulher que te deu a vida
E hoje desprezada não passa de uma pobre velha esquecida
Por que para você eu vejo que ela realmente
Não representou nada

O rapaz sem paciência já querendo sair dali
Para não escutar
Mas era tanto peso na consciência
Que as sua pernas não se moveram
E ele não conseguiu se levantar
Permaneceu ali sentado
E teve que ouvir calado
Tudo o que aquele homem tinha para falar

Você talvez não se lembra meu rapaz
Você ainda era pequenininho
Você morava em um ranchinho
Muito humilde e pobrezinho
Você foi criado sem pai
Mas nunca lhe faltou carinho
A sua mãe era uma mulher muito forte
E com esforço duplicado
Ela trabalhava embaixo do sol quente
Para você poder sobreviver
E garantir o sustento
Mas nunca nunca nem por um momento
Ela reclamava do seu destino
Por que ela tinha um menino que era nesse mundo
A coisa que ela mais amava
E muitas vezes para você poder comer
Ela trabalhava ate escurecer
Enfrentando a vida bruta, mas ela nunca desistia da luta
Por que tudo que ela fazia era pensando em você
E entre tantas horas sofridas
Muitas vezes ela desfasava
Para esconder de você
As dores que ela carregava
Aquele sangue pisado que escorria das sua feridas
Que ela levava dos espinhos da vida
E que tanto lhe faziam sofrer
E é por isso que de vez em quando
Ela saia da sua frente e ficava sozinha
Num canto e simplesmente chorava
E quando você aparecia de repente
E via ela chorando querendo saber o por que
Na mesma hora ela já desfasava
E te abraçando ela dizia:
Que era apenas um choro de alegria
E que ela se sentia a mãe mais feliz
Desse mundo, só por que você estava ali
Naquele momento abraçando ela

E você uma criança ainda inocente
Muitas vez chorava pedindo para ela
Um pequeno presente para você brincar
E ela sabendo que não podia comprar
Ela sempre improvisava alguma coisa
Que fizesse você contente e ficava ali brincando com você
Olhando o teu sorriso de alegria
E você nem percebia
Que aquele teu sorriso era a melhor recompensa
Que ela podia ganhar
O tempo foi passando, você foi crescendo
E ele continuou o seu sacrifício
Tudo era ainda mais difícil
Por que você também tinha que estudar
Mas ela não desanimava muitas vezes ate fome ela passava
Mas para você ela nunca deixou faltar
E eu que você também busque
Em suas lembranças todas as vezes
Que você ficou doente
Precisando de amparo quem e que passou as noites em claro
Cuidando de você e que ficava a noite inteira
Ao lado da sua cama, transpassada de sono
Sentada em uma cadeira enquanto você dormia
Esperando amanhecer o dia para ver de novo o teu sorriso
E o brilho do seu olhar
E coitada dessa mulher quando você alcançou sua juventude
Ela que não viveu a sua mocidade
Abrindo mão da sua própria vida
Para poder criar você com tanta dificuldade
E você nunca nem sequer deu valor
E muitas vezes ate duvidava do seu amor
Quando ela o repreendia, por que no fundo
Tudo que você queria ela a sua liberdade
Mas a sua mãe que já conhecia de perto
A dura realidade sempre de olhos abertos
Fazia de tudo para você não se perder na vida
E para você não abandonar os seus estudos
Ate chegou um dia que realmente
Ela chorou de alegria
Você passou no vestibular e entrou para a faculdade
Só que quanto mais você estudava
Mais aumentava o teu orgulho ate chegar ao ponto
De deixar a sua mãe abandonada
Morando sozinha em uma casinha pobre
De beira de estrada
Para ir viver com seus amigos na cidade
Para curtir a sua liberdade que então
Era o maior sonho da sua vida
Você sempre muito iludido
Nunca apresentou sua mãe para os amigos
Só por que ela era pobre e você tinha vergonha
De ser filho de caipira
Sempre sonhando com a nobreza
Você vivia querendo riqueza e ser dono do mundo
Mas com tudo o tempo passava
Enquanto você estudava
Sua mãe ficava em casa rezando
E torcendo para você conseguir se formar
E morrendo de saudades daquele filho
Que um dia lhe abandonou
E nem voltou nem ao menos para visitar
E dela você já parecia ter esquecido
Ate que um dia que você parou os seus estudos
Por causa de um mal que quase te levou
Por causa de um falso amigo que te carregou
Foi tanta droga que você tomou
Que teve que ser internado as pressas muito doente
Entrou em coma e de repente sua vida corria grande perigo
O tempo passando você não se curava
A coisa foi se complicando um orgão seu já não funcionava
Você precisando urgente de um transplante
E quem e que novamente naquele estante
Apareceu ali desesperada naquele hospital
Sabendo que você passava mal
E corria risco de vida
Por acaso foi algum dos seus amigos
Ou alguma das tantas mulheres que você conhecia ?

Não meu rapaz não abaixe a cabeça
Olhe para mim

Você precisava urgente daquele transplante de um rim
Para poder sobreviver e mais uma vez ela estava ali
Provando o seu amor, ignorando todo o seu desprezo
Só pensando em te salvar
E te dando ate a vida se fosse preciso
Só para depois ter o gosto de olhar no teu rosto
E ver de novo o teu sorriso
Uma situação complicada naquela sala de cirurgia
Foram horas de agonia, mas você sobreviveu
E logo que você você teve alta foi embora
E deixou para trás isolada em uma cama de enfermaria
A sua mãe que ainda padecia
Vitima de uma infecção hospitalar
Ela que foi ali para te salvar
E agora ela corria risco de vida
30 dias ela ficou internada para poder se curar
E você como escravo da sua própria ignorância
Não teve nem sequer por lembrança
A coragem de ir visita-la
E com aquele vazio no coração
Ela foi embora para casa acompanhada da solidão

Ainda não acabou não, ainda tem mais
E na sua formatura meu rapaz
Você se lembra daquele dia ?
Você sabia que tudo que sua mãe queria
Era te ver um doutor formado
Mas e claro que para aquela festa
Ela também não foi convidada
Mas ela estava lá assistindo tudo do lado de fora
E coitada toda orgulhosa, chorando emocionada
Vendo todos todos te complementar
E olhando de longe sem poder te abraçar
Ela queria tanto estar ali com você
Naquela hora, mas ela sabia que aquele
Era o dia mais feliz da sua vida
E ela jamais ia querer te envergonhar
E reconhecendo que tinha cumprido
Com o seu dever e aquele dia ela perdia de vez
O seu menino, ela entregou a sua vida a própria sorte
Sabendo que a morte era o seu único destino
Foi enfraquecendo aos poucos
E hoje ela e um caso quase sem solução
E você sabe disso, sabe que ela vive
Muito doente e pode morrer de repente
Mas você não tem compaixão
Nunca vai lá para visitar e ficar um pouco com ela
Nem mesmo hoje que e o aniversario dela
Como e tão duro o teu coração ?
E o único presente que ela recebeu de você na vida
Foi um pacote todo enfeitado de sofrimento
E cheio de ingratidão
Mas se você quiser você pode ir lá agora
E abrir o seu coração para ela e você ainda
Vai ter a sorte de poder olhar bem para ela
Enquanto que ela coitadinha só vai poder
Ver o seu rosto passando a mão
Por que agora ela já esta cega
Perdeu completamente a visão
E não vem você agora me dizer que não sabia
Que ela já tinha ficado cega
Por que um dia não suportando a saudade
Ela veio ate a cidade
Na esperança de te encontrar
E sem poder enxergar a coitada ficou perdida
E foi nesse dia que você viu ela caída
Em um canto de uma calçada quase congelado
Morrendo de frio e ela naquela escuridão do seu mundo
Reconheceu a sua voz que vinha conversando
E ela estendeu os braços para você
Aqueles mesmos braços que tanto te deu carinho
E te agasalhou e que te carregou
E completamente cega e naquele frio
Ela implorou por sua ajuda
E você em uma atitude absurda
Covardemente a ignorou
Fingindo que não há viu
Só por que você estava com seus amigos
E mais uma vez você ficou com medo
De que eles descobram que aquela pobre mendiga
Era a mulher que te pós no mundo
Pobre dessa mulher que tanto sofreu
E só teve desgosto na vida
Nunca mais ela vai olhar no seu rosto
E ver o sorriso daquele menino
Que sempre foi a sua maior recompensa
Mas agora você para e pensa
Mas que recompensa ?
Que recompensa, meu rapaz teve a sua mãe na vida
Eu olho para você agora ai sentado em silencio
De cabeça baixa, eu já te contei
Toda a sua vida mas parece que para você
O teu orgulho sempre falou mais alto
Não permita que isso aconteça
Levanta essa cabeça !
E se arrependa de seus atos
Antes que sejam tardes demais
A sua mãe esta esperando por você
E tudo que ela quer antes de morrer
Apenas o teu abraço

E o rapaz ali sentado de cabeça baixa
Percebeu que der repente o homem
Ficou calado e sentindo as sua mão frias
Ele levantou a sua cabeça
E viu que em sua frente
Havia somente uma cadeira vazia
Olhou ao redor e não viu mais ninguém
Todo mundo já tinha ido embora
E ele sentia que agora estava sozinho,
Angustiado e amargurado com aquelas palavras
Ele tentava dormir mas não conseguia
Ate que no outro dia não suportando
o martilho da sua consciência
Ele se rendeu ao arrependimento e ver a sua mãe
Naquele momento era tudo que ele queria
E chegando perto da casinha onde ela morava
Encontrou uma mulher na estrada
Que chegando perto dele lhe disse essas palavras:
' Onde você vai com tanta presa meu rapaz ? '
A sua mãe já namora mais ai
Agora ela esta morando no céu
Ela te esperou mais você não apareceu
E ontem a noite ela morreu
O seu corpo pouco foi velado e hoje no cemitério da cidade
Sem a presença de nenhum parente
Ela foi enterrada como indigente
Numa cova abandonada
Ela vivia muito sozinha sempre olhando pela janela
Para ver se você vinha
Mas depois que ficou cega e muito doente
Ela sempre me chamava para vim aqui ficar com ela
E segurando o retrato daquela criança rindo
E com os olhos rasos d'água
Ela sempre falava de você
E também sempre me dizia que um dia você vinha
A pobrezinha coitada morrendo abraçada
Com aquele seu retrato no peito
Por que você não estava ali naquela hora
E foi esse o único jeito que ela teve de te abraçar
E não chore meu rapaz
Por que tua mãe sempre gostou do teu sorriso
E eu tenho certeza que nesse momento
Ela deve estar te vendo lá do paraíso ao lado de Deus
Que também já te perdoou
Por que ele já sabe o quanto você esta arrependido
Guarde com você esse terço
Que ela te deixou como lembrança
Você usou tanto ele quando era criança
E depois abandonou foi o primeiro presente
Que sua mãe te deu
Depois você cresceu e ela sempre guardou
É pouco antes de morrer
Já quase sem poder falar
Ela deu um beijo no terço e pediu para te entregar
Ele pegou aquele crucifixo e entrou naquela casinha
Foi então que de repente ele teve a maior lição de sua vida
Do lado da cama dela pendurado na parede
Ele viu os dois quadros
Que sua mãe cuidava com muita devoção
Na mesma hora ele caiu de joelhos no chão
Com o terço na mão
Segurando aquela cruz por que viu que aqueles quadros
Um ela da virgem Maria e o outro seu filho Jesus
E olhando para o rosto de Maria
Ele reconheceu que era o rosto daquela mulher
Que ele viu lá na estrada e lhe entregou a cruz
E quando olhou para Jesus
Ele se lembrou daquele homem
De olhar sereno e que tinha lhe procurado
E que tanta verdade lhe contou
E descobriu naquele momento
Por que ele tem um rosto tão conhecido
E reconheceu que aquele homem era Jesus Cristo
E que foi por causa dele que sua vida mudou
E daquele dia em diante
Ele largou todo o seu orgulho
E entregou o seu coração ao senhor
E hoje ele anda pelo mundo falando do amor de Cristo
Levando a todos os corações mensagens de amor
e esperança
Mas todo ano ele volta no cemitério daquela cidade
Para visitar o tumulo de sua mãe
E pagar a promessa que fez a ela
De que todo aniversario dela
Aquele dia agora é sagrado e ele passa o dia inteiro
Ali de joelhos pedindo perdão para ela
Por tudo que fez de errado.

El Día del Arrepentimiento

En una fiesta muy animada
Entre tragos y mujeres
Un chico exitoso
Brindaba con sus amigos
Su vida de libertad

De repente una confusión en la puerta
Llamó su atención
Y él fue a ver de cerca qué pasaba

Y un hombre estaba siendo detenido
No había sido invitado
Pero para entrar insistía
Y el chico ya nervioso, se acercó y dijo:
_ Parece que usted es muy terco
Y antes de que lo eche a la calle
Dígame qué es lo que quiere?

Y el hombre, muy educado y con mirada serena
Miró bien dentro de sus ojos y dijo:
_ Realmente no fui invitado
Y no es mi intención molestarte
Solo vine a darte un mensaje
Y es contigo con quien quiero hablar

Y el chico en ese instante, miró bien a
Ese hombre que a pesar de ser extraño
Su rostro tenía semblantes conocidos
Despidió al seguridad, pidió permiso a sus amigos
Llevándolo a un rincón, aquel hombre de mirada serena
Se sentó frente a él y comenzó a desahogarse

Mira, chico, no vine aquí
Para molestarte, mucho menos para ofenderte
Pero lo que tengo que decirte es muy importante
Necesitas escucharme
Realmente hoy es un día
Que tendrías una razón muy grande
Para estar celebrando
Quizás no aquí en este lugar
Porque la persona con quien deberías celebrar
En esta fecha, lamentablemente está muy lejos, muy enferma
En una cama, muy enferma
Y no puede ni levantarse
Creo que su nombre ni figura
En tu lista de mejores amigos
Y tal vez ya la hayas olvidado
Pero hoy es su cumpleaños
Y es precisamente de ella, tu madre
De quien quiero hablar

Llegué aquí y te encontré feliz
Con tantas mujeres y tantos amigos, te diviertes
Vives despilfarrando tu dinero en fiestas
Y veo que esta es la vida que has llevado
Siempre festejando, blindaje, sabe Dios qué
Pero deberías saber que la mayor riqueza
Es aquella que parece que te esfuerzas por olvidar
Y esa mujer que te dio la vida
Y hoy despreciada no es más que una pobre anciana olvidada
Porque para ti, veo que ella realmente
No representó nada

El chico, sin paciencia, ya queriendo salir de allí
Para no escuchar
Pero había tanto peso en su conciencia
Que sus piernas no se movieron
Y no pudo levantarse
Permaneció allí sentado
Y tuvo que escuchar en silencio
Todo lo que aquel hombre tenía que decir

Quizás no recuerdas, chico
Cuando eras muy pequeño
Vivías en un ranchito
Muy humilde y pobrecito
Fuiste criado sin padre
Pero nunca te faltó cariño
Tu madre era una mujer muy fuerte
Y con esfuerzo duplicado
Trabajaba bajo el sol caliente
Para que pudieras sobrevivir
Y garantizar el sustento
Pero nunca, ni por un momento
Se quejó de su destino
Porque tenía un niño que era en este mundo
Lo que más amaba
Y muchas veces, para que pudieras comer
Trabajaba hasta que oscurecía
Enfrentando la vida dura, pero nunca se rendía en la lucha
Porque todo lo que hacía era pensando en ti
Y entre tantas horas sufridas
Muchas veces se disfrazaba
Para ocultarte
Las penas que llevaba
Ese sangre pisada que escurría de sus heridas
Que llevaba de los espinos de la vida
Y que tanto le hacían sufrir
Y es por eso que de vez en cuando
Se alejaba de ti y se quedaba sola
En un rincón y simplemente lloraba
Y cuando aparecías de repente
Y la veías llorando queriendo saber por qué
En ese mismo instante ella ya se disfrazaba
Y abrazándote decía:
Que era solo un llanto de alegría
Y que se sentía la madre más feliz
De este mundo, solo porque estabas allí
En ese momento abrazándola

Y tú, un niño aún inocente
Muchas veces llorabas pidiendo a ella
Un pequeño regalo para jugar
Y ella, sabiendo que no podía comprar
Siempre improvisaba algo
Que te hiciera feliz y se quedaba allí jugando contigo
Mirando tu sonrisa de alegría
Y tú ni te dabas cuenta
Que esa sonrisa era la mejor recompensa
Que ella podía recibir
El tiempo pasó, fuiste creciendo
Y ella continuó su sacrificio
Todo era aún más difícil
Porque tú también tenías que estudiar
Pero ella no se desanimaba, muchas veces hasta hambre pasaba
Pero para ti nunca dejó de faltar
Y yo que tú también busques
En tus recuerdos todas las veces
Que estuviste enfermo
Necesitando apoyo, ¿quién pasó las noches en vela
Cuidándote y que se quedaba toda la noche
Al lado de tu cama, trasnochada
Sentada en una silla mientras dormías
Esperando amanecer para ver de nuevo tu sonrisa
Y el brillo de tu mirada?
Y pobrecita esa mujer, cuando alcanzaste tu juventud
Ella que no vivió su juventud
Renunciando a su propia vida
Para poder criarte con tanta dificultad
Y tú nunca le diste valor
Y muchas veces hasta dudabas de su amor
Cuando ella te reprendía, porque en el fondo
Todo lo que querías era tu libertad
Pero tu madre, que ya conocía de cerca
La dura realidad, siempre con los ojos abiertos
Hacía todo para que no te perdieras en la vida
Y para que no abandonaras tus estudios
Hasta que llegó un día que realmente
Ella lloró de alegría
Pasaste el examen de admisión y entraste a la universidad
Solo que cuanto más estudiabas
Más aumentaba tu orgullo hasta llegar al punto
De dejar a tu madre abandonada
Viviendo sola en una casita pobre
A la orilla de la carretera
Para ir a vivir con tus amigos en la ciudad
Para disfrutar de tu libertad que entonces
Era el mayor sueño de tu vida
Siempre muy ilusionado
Nunca presentaste a tu madre a tus amigos
Solo porque era pobre y tenías vergüenza
De ser hijo de campesino
Siempre soñando con la nobleza
Vivías queriendo riqueza y ser dueño del mundo
Pero con el tiempo pasaba
Mientras estudiabas
Tu madre se quedaba en casa rezando
Y esperando que pudieras graduarte
Y muriendo de nostalgia por ese hijo
Que un día la abandonó
Y ni volvió ni siquiera para visitar
Y de ella ya parecías haber olvidado
Hasta que un día paraste tus estudios
Por causa de un mal que casi te llevó
Por culpa de un falso amigo que te arrastró
Fue tanta droga que tomaste
Que tuviste que ser internado de urgencia, muy enfermo
Entraste en coma y de repente tu vida corría gran peligro
El tiempo pasaba y no te curabas
La cosa se complicaba, un órgano tuyo ya no funcionaba
Necesitabas urgentemente un trasplante
Y ¿quién apareció nuevamente en ese instante?
Desesperada, en ese hospital
Sabiendo que estabas mal
Y corrías riesgo de vida
¿Acaso fue alguno de tus amigos
O alguna de las tantas mujeres que conocías?

No, chico, no bajes la cabeza
Mírame

Necesitabas urgentemente ese trasplante de riñón
Para poder sobrevivir y una vez más ella estaba allí
Probando su amor, ignorando todo tu desprecio
Solo pensando en salvarte
Y dándote incluso la vida si fuera necesario
Solo para después tener el gusto de mirar tu rostro
Y ver de nuevo tu sonrisa
Una situación complicada en esa sala de cirugía
Fueron horas de agonía, pero sobreviviste
Y tan pronto como te dieron de alta, te fuiste
Y dejaste atrás, aislada en una cama de hospital
A tu madre que aún padecía
Víctima de una infección hospitalaria
Ella que fue allí para salvarte
Y ahora corría riesgo de vida
30 días estuvo internada para poder curarse
Y tú, como esclavo de tu propia ignorancia
No tuviste ni siquiera por recuerdo
La valentía de ir a visitarla
Y con ese vacío en el corazón
Se fue a casa acompañada de la soledad

Aún no ha terminado, no, aún hay más
Y en tu graduación, chico
¿Recuerdas ese día?
Sabías que todo lo que tu madre quería
Era verte convertido en un doctor
Pero claro que para esa fiesta
Ella tampoco fue invitada
Pero estaba allí, viendo todo desde afuera
Y pobrecita, toda orgullosa, llorando emocionada
Viendo a todos felicitarte
Y mirando de lejos sin poder abrazarte
Ella quería tanto estar allí contigo
En ese momento, pero sabía que ese
Era el día más feliz de tu vida
Y jamás querría avergonzarte
Y reconociendo que había cumplido
Con su deber, en ese día perdía de una vez
A su niño, entregó su vida a la propia suerte
Sabiendo que la muerte era su único destino
Se fue debilitando poco a poco
Y hoy es un caso casi sin solución
Y tú sabes eso, sabes que ella vive
Muy enferma y puede morir de repente
Pero no tienes compasión
Nunca vas a visitarla y quedarte un poco con ella
Ni siquiera hoy que es su cumpleaños
¿Cómo es tan duro tu corazón?
Y el único regalo que recibió de ti en la vida
Fue un paquete todo adornado de sufrimiento
Y lleno de ingratitud
Pero si quieres, puedes ir ahora
Y abrir tu corazón a ella y aún
Tendrás la suerte de poder mirarla bien
Mientras que ella, pobrecita, solo podrá
Ver tu rostro pasando la mano
Porque ahora ya está ciega
Perdió completamente la visión
Y no vengas ahora a decirme que no sabías
Que ella ya había quedado ciega
Porque un día, no soportando la nostalgia
Vino a la ciudad
Con la esperanza de encontrarte
Y sin poder ver, la pobrecita se perdió
Y fue ese día que la viste caída
En un rincón de una acera, casi congelada
Muriendo de frío y ella, en esa oscuridad de su mundo
Reconoció tu voz que venía hablando
Y extendió los brazos hacia ti
Esos mismos brazos que tanto te dieron cariño
Y te arropaban y que te cargaron
Y completamente ciega y en ese frío
Imploró por tu ayuda
Y tú, en una actitud absurda
Covardemente la ignoraste
Haciendo como que no la viste
Solo porque estabas con tus amigos
Y una vez más tuviste miedo
De que descubrieran que esa pobre mendiga
Era la mujer que te trajo al mundo
Pobre de esa mujer que tanto sufrió
Y solo tuvo desdicha en la vida
Nunca más podrá mirar tu rostro
Y ver la sonrisa de ese niño
Que siempre fue su mayor recompensa
Pero ahora te detienes y piensas
¿Pero qué recompensa?
¿Qué recompensa, chico, tuvo tu madre en la vida?
Te miro ahora, ahí sentado en silencio
Con la cabeza baja, ya te conté
Toda tu vida, pero parece que para ti
Tu orgullo siempre habló más alto
No permitas que eso suceda
¡Levanta esa cabeza!
Y arrepiéntete de tus actos
Antes de que sea demasiado tarde
Tu madre te está esperando
Y todo lo que quiere antes de morir
Es solo tu abrazo

Y el chico allí sentado, con la cabeza baja
Se dio cuenta que de repente el hombre
Se quedó callado y sintiendo sus manos frías
Levantó la cabeza
Y vio que frente a él
Solo había una silla vacía
Miró a su alrededor y no vio a nadie más
Todo el mundo ya se había ido
Y sentía que ahora estaba solo,
Angustiado y amargado con esas palabras
Intentaba dormir, pero no podía
Hasta que al día siguiente, no soportando
El martillo de su conciencia
Se rindió al arrepentimiento y ver a su madre
En ese momento era todo lo que quería
Y al acercarse a la casita donde ella vivía
Encontró a una mujer en la carretera
Que al acercarse a él le dijo estas palabras:
'¿A dónde vas con tanta prisa, chico?'
Tu madre ya no está aquí
Ahora ella está viviendo en el cielo
Te esperó, pero tú no apareciste
Y anoche ella murió
Su cuerpo fue poco velado y hoy en el cementerio de la ciudad
Sin la presencia de ningún pariente
Fue enterrada como indigente
En una tumba abandonada
Vivía muy sola, siempre mirando por la ventana
Para ver si venías
Pero después de que quedó ciega y muy enferma
Siempre me llamaba para venir a quedarme con ella
Y sosteniendo el retrato de ese niño riendo
Y con los ojos llenos de lágrimas
Siempre hablaba de ti
Y también siempre me decía que un día vendrías
La pobrecita, moribunda, abrazada
Con ese retrato en el pecho
Porque tú no estabas allí en ese momento
Y fue esa la única forma que tuvo de abrazarte
Y no llores, chico
Porque tu madre siempre amó tu sonrisa
Y estoy seguro que en este momento
Ella debe estar viéndote desde el paraíso al lado de Dios
Que también ya te perdonó
Porque Él ya sabe cuánto te sientes arrepentido
Guarda contigo este rosario
Que ella te dejó como recuerdo
Lo usaste tanto cuando eras niño
Y luego lo abandonaste, fue el primer regalo
Que tu madre te dio
Después creciste y ella siempre lo guardó
Es poco antes de morir
Ya casi sin poder hablar
Le dio un beso al rosario y pidió que te lo entregaran
Él tomó ese crucifijo y entró en esa casita
Fue entonces que de repente tuvo la mayor lección de su vida
Al lado de su cama, colgado en la pared
Vio los dos cuadros
Que su madre cuidaba con mucha devoción
En ese mismo instante cayó de rodillas en el suelo
Con el rosario en la mano
Sosteniendo esa cruz porque vio que esos cuadros
Uno era de la virgen María y el otro de su hijo Jesús
Y mirando el rostro de María
Reconoció que era el rostro de esa mujer
Que vio en la carretera y le entregó la cruz
Y cuando miró a Jesús
Recordó a aquel hombre
De mirada serena que lo había buscado
Y que le contó tanta verdad
Y descubrió en ese momento
Por qué tenía un rostro tan conocido
Y reconoció que ese hombre era Jesucristo
Y que fue por causa de Él que su vida cambió
Y desde ese día en adelante
Dejó todo su orgullo
Y entregó su corazón al Señor
Y hoy anda por el mundo hablando del amor de Cristo
Llevando a todos los corazones mensajes de amor
Y esperanza
Pero cada año vuelve al cementerio de esa ciudad
Para visitar la tumba de su madre
Y cumplir la promesa que le hizo
De que cada cumpleaños de ella
Ese día ahora es sagrado y pasa todo el día
Allí de rodillas pidiendo perdón por todo lo que hizo mal.


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