Industrial (Jonas Ii)
Marcos Pagu
O veneno da indústria
Vai descendo rio abaixo
Entupindo a geladeira
Embalado em saco plástico
Influencers me acordam
Com uma dança visceral
Tá na estética da moda
Tá no modo virtual
E eu acordei na baleia
Querendo esquecer meu nome
Eu sou a desobediência em pessoa
Eu sou pessoa, Fernando também
Mas quem garante que eu não sou ninguém?
A indústria vai criando
Nova tecnologia
A natureza vai morrendo
Numa coisa arredia
O homem espaço-tempo
Selvageria industrial
Tá na moda, é coisa fina
Quem perder, vai pro final
E eu acordei na baleia
Querendo esquecer meu nome
Eu sou a desobediência em pessoa
Eu sou pessoa, Fernando também
Mas quem garante que eu não sou ninguém?
Quem tem gás lacrimogêneo
Que acerte os olhos meus
Eu não tenho paciência
Eu desobedeci a Deus
Por ser ovelha perdida
Foi aí que percebi
Que o caminho é o contrário
De onde a moda ir



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