
Do jeito que caminha a humanidade
Marturinhas
Do jeito que caminha a humanidade
Vou ter saudade dos meus problemas
E eu sou tão pequena e tão medrosa
Para mudar sozinha a consciência
De um planeta frágil que pode explodir
Depois da fúria de um de seus reis
E assim abafo dentro de mim
Palavras que nunca gritei
Mais uma vez
Eu tô com medo, com muito medo
De não ter tempo de realizar
Meus sonhos de jovem, pois me comove
O jeito que a Terra está
Será que é cedo ou que me perco
Nas distrações de um mundo hostil?
Tenho esperança que a confiança
Ressurgirá de modo gentil
Eu tô com sede, com muita sede
De fazer mais do que apenas versos
Não é possível que algum míssil
Destrua todo esse meu progresso
Tento ser forte, pois minha sorte
Volta e meia fica escondida
É exagero ter tanto apego
Ao que só atrasa a minha vida
Essa mania de controle
Tornou-se minha inimiga
Do jeito que caminha a humanidade
Vou ter saudade dos meus problemas
E eu sou tão pequena e tão medrosa
Para mudar sozinha a consciência
De um planeta frágil que pode explodir
Depois da fúria de um de seus reis
E assim abafo dentro de mim
Palavras que nunca gritei
Mais uma vez



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