Julita
Matheus Pimentel Nunes
Sei da bondade tamanha, do teu coração sereno
Que tinha o sangue que tenho, e de muitos que conheço
Fecho meus olhos e vejo, teu olhos num quadro antigo
-Tenho sonhado contigo, por noites que adormeço!
Sei de ti, porque me contam do teu sorriso bonito
Da alegria com todos que iam te visitar
Do carinho que guardavas na despensa bem fechada
Compotas e marmeladas, que colhias no pomar
Dos tardes e pães de forno com aroma de saudade
Parece que sinto o gosto, no pão nosso de hoje em dia
Tuas receitas escritas, com ternuras e medidas
Povoam folhas relidas, dos livros das minhas tias
Por um Valério sonhavas, aos olhos das Cordilheiras
Que às vezes, tenho a imagem de te ver numa janela
Esperando ele chegar, num tordilho, pela estrada
Numa lembrança inventada, de quem nunca teve ela
Meu sentimento é pequeno, frente à saudade que tenho
Dos teus olhos maternais, que sabiam do que for!
Não tive ele nos meus, mas minha mãe também tem
E volta e meia me vem, me olhar com o mesmo amor
Qual herança de família, nos deixou ensinamentos
Que hoje, agradeço ao tempo, tudo que a vida me deu
Te entrego este meu verso, de saudades incompleto
E este meu amor de neto, que sequer, te conheceu!



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