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Doutor que vida é essa
Pra onde o senhor me trouxe
Aqui na cidade grande
Tô pra morrer de desgosto
Com saudade da fazenda
E das festas de vaquejada

Não sou mal agradecido
Só tenho que agradecer
Tudo que o senhor me deu
Sei que foi de coração
Mas tenho que ir embora
Aqui não fico mais não
Morar em um condomínio
Não é pra vaqueiro não

Nasci lá no pé da serra
Ao lado de um ribeirão
Solto igual bicho do mato
Corria com os pés no chão
A melhor roupa que eu tinha
Era o meu gibão de couro
Que ficou dependurado
No armador da fazenda

Essa vida da cidade
Eu não me acostumei
Já tentei de todo jeito
Mais confesso que não deu
Acordo sempre chorando
Me ajoelho e peço a Deus
Pra voltar pra minha terra
E acabar com essa agonia

Nasci lá no pé da serra
Ao lado de um ribeirão
Solto igual bicho do mato
Corria com os pés no chão
A melhor roupa que eu tinha
Era o meu gibão de couro
Que ficou dependurado
No armador da fazenda

Essa vida da cidade
Eu não me acostumei
Já tentei de todo jeito
Mais confesso que não deu
Acordo sempre chorando
Me ajoelho e peço a Deus
Pra voltar pra minha terra
E acabar com essa agonia

Essa vida da cidade
Eu não me acostumei
Já tentei de todo jeito
Mais confesso que não deu


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