A Fantástica Fábrica de Submissões e a Ampulheta dos Aloprados

Michel F.M.

Nem aqueles
Tijolos emocionais
Arremessados
Com força total
Em alta velocidade
Despertaram
Os gritos

Um silêncio
Pesadíssimo
Se mantinha
Calado, mudo
E emudecido
Paralisado
Por assim dizer

Nem mesmo
As cercas morais
Que avançavam
Em plena luz do dia

Expulsando nossa
Honestidade mais
Sincera, para
As longínquas
Ilhas da periferia

Serviram
Para impulsionar
Os surtos
Coletivos

Enquanto um
Tresloucado
Aleatório, saía
Para passear
Com teus transtornos

Sabíamos no fundo
Que os enclausurados
Por tuas sandices
Eram os menores
Perigos, deste
Vasto sanatório
A céu aberto

As insanidades
Se resumiam
Quase sempre
A alguns resquícios
Pífios das loucuras
Individuais

De um ou outro
Maluco, tomado
Pela insensatez
Oportuna, d'uma
Demência respingada

Porém, o risco real
Brotava na ânsia
Alucinada por cargos
Eletivos e teus
Patrocínios

Da normalidade
Intolerável, que vinha
Sendo semeada
Pela padronização
Homogênea e
Indiscriminada
Das ilusões

Prevista e promulgada
Pelo rigoroso processo
De mu-mi-fi-ca-ção

Escrita por: Bruno Michel Ferraz Margoni / Michel F.M.. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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