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E era as folhas espalhadas, muito recalcadas no correr do ano
A recolherem uma a uma por entre a caruma de volta ao ramo

E era à noite a trovoada que encheu na enxurrada aquela poça morta
De repente, em ricochete, a refazer-se em sete nuvens gota a gota

E, era de repente o rio, num só rodopio a subir o monte
E, a correr contra a corrente assim de trás para a frente a voltar à fonte

Um monte de cartas espalhadas des-desmoronando-se todo em castelo
E era linha duma vida sendo recolhida de volta ao novelo

E era aquelas coisas tontas, as afrontas que eu digo e que me arrependo
A voltarem para mim, como se assim tivessem remendo

E era eu, um passarinho caído no ninho à espera do fim
E eras tu, até que enfim, a voltar para mim

Escrita por: Miguel Araújo. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.
Enviada por Diogo y traducida por Xavier. Revisiones por 2 personas. ¿Viste algún error? Envíanos una revisión.

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