
Zero Açucar (part. Alec')
Murisko
Eu sou filho das ambições
Medos e canções
Que me levam a crer que somos reis e seus peões
Reféns de um jogo onde a confiança exalta nossos ânimos e pune os corações
Somos filhos das ambições
Reis e seus leões
Vivendo as migalhas do sangue das multidões
Que me leva a crer que a doce esperança mora nos detalhes de um buquê e suas paixões
Procurando vícios que não tenham calorias
A culpa é zero açúcar, então por que eu não sentiria?
Percorrendo escadarias
E os dilemas Zé Pequeno, Zacarias
Meu congresso de Viena pós polia
Amor, devolve meus poemas, vem buscar sua boêmia
A pulga atrás da orelha, a mais leal das companhias
Tô lidando com overdoses, com as cirroses da rotina
Machucados, biblioteca, maior que de Alexandria
E eu não falo com a minha mina faz 3 dias
Não amo mais a música, desculpa, eu sinto falta da família, dos meus gatos
Eu tô cansado de usar droga, isso não é um desabafo
E caso fosse, eu acho que não rimaria
Eu só queria o necessário por agora, pra afastar o mal agouro
Mas sinceramente? Nada disso importa
Eu vou provar de qualquer bolo, descansar de qualquer sono
E se faltar o do Malboro, eu faço as malas e vou embora
Microorganismos, supostamente tão civilizados
Tão organizados, educados, agradecidos
Ingerindo microplásticos, adquirindo mano faturados, superfaturados, envaidecidos
Confiante dos seus dogmas finados com finados dos versículos
Em seus cubículos, financiados
É engraçado como o caminhão em círculos
Só mudam os sapatos e questionam os resultados parecidos
Passei fome, passei frio, não vou passar batido
De um homem calejado, pra não dizer corrompido
Diante dos presságios e princípios
O excesso de coragem é o que rompe o supercílio
São modernos utensílios, juntar sonhos na garagem
Mil tipos de mentira e só 2 tipos de verdade
As que não te contaria, e as que fazem dormir tarde
Os mundos tão inteiros não me entregam a metade
E pra constar, eu ando vivendo em um sonho inalcançável
Que aplaudem meus estigmas, um plano vulnerável
E a dor de um sentimento em um libido inesgotável
Que me obrigam a voltar pra escala do que é palpável
Eu prego cada passo em direção ao inestimável
Sentimento indômito, que deixe seu recado
Eu amo sentimento em bares, irremediável das escolhas
Que deixei ao dado caminho mais fácil
Eu sou filho das ambições
Medos e canções
Que me levam a crer que somos reis e seus peões
Reféns de um jogo onde a confiança exalta nossos ânimos e pune os corações
Somos filhos das ambições
Reis e seus leões
Vivendo as migalhas do sangue das multidões
Que me leva a crer que a doce esperança
Mora nos detalhes de um buquê e suas paixões
Eu sou filho das ambições
Medos e canções
Que me levam a crer que somos reis e seus peões
Reféns de um jogo onde a confiança exalta nossos ânimos e pune os corações
Somos filhos das ambições
Reis e seus leões
Vivendo as migalhas do sangue das multidões
Que me leva a crer que a doce esperança
Mora nos detalhes de um buquê e suas paixões



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