
Alguém Que Se Importa
Napoleão de Hospício
Sentada junto à janela
À espera de alguém que nunca chega
Mais uma noite a embriagar-se
A goles e mais goles de si mesma
As flores murchas no vaso
A angústia expressa nos quadros
Seus escritos empoeirados
Aguardam alguém que os leia
Amigos, estranhos, conhecidos
Indiferentes aos seus gritos
Rostos erguidos
Passam por ela sem vê-la
Estranhamente inadequada
Em meio a tanta gente, ninguém vê nada
Um pequeno olhar que seja
E vão-se sem que a percebam
Por que ninguém se importa?
Por que ninguém se importa?
Só o eco da própria voz
Como única resposta
O que fez para merecer toda esta culpa?
A pagar o preço pela conduta
Das coisas que não aceita
Por não ser quem eles querem que seja
Estranhamente inadequada
Em meio a tanta gente, ninguém vê nada
Um pequeno olhar que seja
E vão-se sem que a percebam
Por um minuto de atenção
Só por um minuto de atenção
Partilhar de sua existência
É a única condição



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