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Escravo de Saladeiro

Neto Fagundes

Escravo de saladeiro me dói saber como foi
Trabalhando o dia inteiro sangrando o mesmo que o boi
A faca que mata a vaca o coice o laço que vem
O tronco a soga e a estaca tudo é teu negro também

(A dor do charque é barata o sal te racha o garrão
É fácil ver tua pata na marca em sangue no chão
O boi que morre te mata pouco a pouco meu irmão)

Pobre negro sem futuro touro olhando humilhado
O teu braço de aço escuro sustentou o meu estado
Já é hora negro forte que os homens se dêem as mãos
E se ouça de sul a norte que somos todos irmãos

Escrita por: Antonio Augusto Fagundes / Bagre Fagundes. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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