Arroz À Piamontese (part. Dog Caos e Minha Tia)
Nitcho
Me balanço
Contra os teus olhares
De calor amargo
Vou pisando em pares
Valsas amarradas
À cintura minha
Te devolvem o prumo
Essa noite
De repente, por que não
Fazer morada nessa canga?
Tá tudo tão bom
Cercado pelas montanhas
Tá tudo tão claro
Igual uma teia de aranha
Tá tudo parado
Pr'onde é que se assanha?
Quem ganha esse espaço
Que preenche nosso meio?
Derrama no prato
Até o próprio estar cheio
Reclama que eu faço
Tudo com receio
Me chama que eu venho
Averiguar quem veio
Sem glúten, Levin
Igual pão de centeio
Diretão do forno
Bem quentin e bem fresco
Faz muito pouco mal
Mas muito pouco eu creio
Excesso é prejuízo
E nesse piso eu deixo
Me balanço
Contra os teus olhares
De calor amargo
Vou pisando em pares
Valsas amarradas
À cintura minha
Te devolvem o prumo
Essa noite
De repente, por que não
Fazer morada nessa terra?
Escolhemo esse planeta
Amor e até um cometa erra
Mas amor nesse mundo
É bem melhor do que uma guerra
Só que tudo é utopia
E minha tia quem dera
Me deixa arder teu corpo
Toque como quem pensa
Que o tempo ainda foi outro
Que a gente ainda encena
Um amor tão garoto
De aventura imensa
Sem conhecer o desgosto
Do desamor em plena quarta



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