Canto Ao Pescador
OLUDUM
Jogou sua rede
Oh, pescador
Se encantou com a beleza
Desse lindo mar
Dois de fevereiro
É dia de Iemanjá
Levo-te oferendas
Para lhe ofertar
E sem idolatria
Olodum seguirá
É, como dizia Caymmi
Insigne o homem cantando a encantar
Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer
Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer
Sei que o mar da história é agitado
E o Olodum a onda que virá
Em forma de dilúvio vem me despertar, amor
Em forma de dilúvio vem exterminar
Com sequelas racistas
E trazendo ideais de amor e paz
Com sequelas racistas
E trazendo ideais
Oloxum, Inaê, Janaína
Mara, Mara, Mara, Marabô, Caiala
Sobá
Oloxum, Inaê, Janaína
Mara, Mara, Mara, Marabô, Caiala
Sobá
Ê viaja, ê
Se baila
Me leva, Olodum, na sua onda
Que eu quero ir (viaja)
Viaja, ê
Se baila
Me leva, Olodum, na sua onda
Que eu quero ir
Olodum, navio negreiro
Atracou em Salvador
Trouxe a música emitindo ideais da negra cor
E hoje exalta o mar, condutor da embarcação
E hoje exalta o mar, condutor da embarcação
Ê viaja, ê
Se baila
Me leva, Olodum, na sua onda
Que eu quero ir (pro mar)
Viaja, ê
Se baila
Me leva, Olodum, na sua onda
Que eu quero ir
Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer
Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer
Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer
Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer



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