
Poesia Mortal
ORGANOCLORADOS
Dromedários cuidam do tempo como vigias
As noites se repetem e soldados maníacos
Sequestram crianças em berçários
Dromedários mastigam horas
O barulho é insuportável
Enfermeiras não chegam a tempo
Poesia mortal no seu perfume mortal
Poesia mortal no seu perfume mortal
Sementes do mal
Relógios sem ponteiros
Pensamentos hostis
Libertinas da comunhão
Garagens de vícios
Ninfas da ceia
Facas no cio
Cães sem dono
Piratas de leite
Livros queimados
Heróis da mentira
Reis do vazio
Médicos insanos
Esgotos abertos
Padres do terror
Cientistas cobaias
Porcos cor-de-rosa
Órfãos do caos
Gritos do mato
Pistoleiros sentimentais
Desejos maníacos
Pátria em desordem
Um mar de corpos
Saudade da razão
Para as bobageiras sem fim
Dizem amém
Às bobageiras sem fim
Respondem amém
Às bobageiras sem fim
Amém
Sociedade hipócrita!



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