A Última Trombeta
Palavra Santa
No início, o sopro divino
O Jardim florescia, destino cristalino
Frutos dourados, raízes do paraíso
Paz entre as mãos, sem sombra ou juízo
Mas a serpente sussurrou na mente
Venenos doces, tentação crescente
Luz trocada por fumaça
A ordem virou farsa
O eco do Éden silenciou
E o caos então brotou
Velha Ordem, memória perdida
Unidos antes da queda descida
Babilônia ergueu seus altares
Inverteu os valores, destruiu os pilares
Agora resta a espera sombria
Até a última trombeta anunciar o dia
Cidades de ouro, agora cinzas e pó
Homens marchando, corações sem nó
A moeda dita, a alma é vendida
Leis de ferro, liberdade esquecida
Os profetas gritaram, ninguém ouviu
O apocalipse em chamas, o céu se partiu
Eis que os selos se rompem
Os cavaleiros cavalgam
A balança pesa
Mas o ouro não salva
Os rios sangram
As estrelas caem
O trono julga
O fim vem e não tarda
Velha Ordem, memória perdida
Unidos antes da queda descida
Babilônia ergueu seus altares
Inverteu os valores, destruiu os pilares
Agora resta a espera sombria
Até a última trombeta anunciar o dia



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