
Minha Esquina
Paulo César Pinheiro
Já peguei meu violão
Pra falar do nosso amor
Mas se é Deus quem dá o dom
A mulher concede a dor
E assim voltei pra minha esquina
Mas sem querer voltar
Canto até seis da matina
Que é para poder não chorar
Mas não tem nada eu vou ficando com a rapaziada
Cantando um samba e outra no meu violão
Poeta que é poeta mora na jogada
Um amor que vai é mais uma canção
Mas quem tira ainda vai pôr
Pela lei da proporção
Quando Deus pede o penhor
A mulher pede o perdão
E assim deixei a minha esquina
Mas sem querer deixar
Em rotina por rotina
Eu vou levando devagar
Mas o meu nome vai ficando pela madrugada
Eu tenho um samba e outra pra cada emoção
Poeta que é poeta não perde a parada
O que vem é festa pro meu coração



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