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Prisão de Pedra (Prison Di Piedra)

Pedro Bento e Zé da Estrada

Quando estive na prisão
Sozinho me entristecia
Contemplando entre as grades
Tudo que me acontecia

Que noites tão negras
Passei na prisão
Por ter me vingado
De uma traição

Muitas vezes eu descia
A escada da prisão
Despedir dos companheiros
Que tinham libertação

Que noites tão negras
Passei na prisão
Por ter me vingado
De uma traição

Quantas vezes por castigo
Com minha alma torturada
A visão aparecia
Da mulher que foi culpada

Que noites tão negras
Passei na prisão
Por ter me vingado
De uma traição

O clarim do sentinela
Nunca mais eu esqueci
Com os seus toques de alerta
Não me deixava dormir

Que noites tão negras
Passei na prisão
Por ter me vingado
De uma traição

Que noites tão negras
Passei na prisão
Por ter me vingado
De uma traição


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