
Tarzan, o Filho do Alfaiate
Pedro Mariano
Quem foi que disse que eu era forte
Nunca pratiquei esporte, nem conheço futebol
O meu parceiro sempre foi o travesseiro
E eu passo o ano inteiro sem ver um raio de sol
A minha força bruta reside
Em um clássico cabide já cansado de sofrer
Minha armadura é de casimira pura
Que me dá musculatura, mas me pesa e faz doer
Eu poso pros fotógrafos e distribuo autógrafos
A todas as pequenas lá na praia de manhã
Um argentino disse, me vendo em Copacabana:
"No hay fuerza sobre-humana que detenga este Tarzan"
De lutas não entendo abacate
Pois o meu grande alfaiate não faz roupa pra brigar
Sou incapaz de machucar uma formiga
Não há homem que consiga nos meus músculos pegar
Cheguei até a ser contratado
Pra subir em um tablado pra vencer o campeão
Mas a empresa pra evitar assassinato
Rasgou logo o meu contrato quando me viu sem roupão



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