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Lacei um touro brazino
Num tordilho redomão
Que se arrastou corcoveando
Não pude livrá o tirão

Me fui longe, gineteando
Tirando algum sestro e balda
E o matreiro foi pra o campo
Com o meu laço a meia espalda

Lembrei dum amor que eu tinha
Indo um pra cada lado
Vi o laço que nos prendia
Na presilha, rebentado

Senti saudade da trança
Daqueles lindos cabelos
Que me traziam na cincha
Sem precisar de sinuelo

Senti saudade da trança
Daqueles lindos cabelos

Já fui matreiro e sem doma
Rebentador de presilha
De não parar no rodeio
E nem formar com a tropilha

Mas a gente se costeia
Um dia froxa o garrão
Vem lamber o sal mais doce
Do cocho do coração

E se um dia eu for guasqueiro
Do couro desse brazino
Vou trançar um laço forte
Pra arrematá o meu destino

Quem sabe ela me perdoe
E faça eu virar de frente
E as braças do nosso amor
Nenhum tirão arrebente

Quem sabe ela me perdoe
E faça eu virar de frente

Escrita por: Rogerio Villagran / Kiko Goulart. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.
Enviada por Daniéla. Revisiones por 2 personas. ¿Viste algún error? Envíanos una revisión.

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