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La vai o nego betão
Com aperos de couro cru
Mais galo que o tiarajú
Num gateado marchador
Pois já nasceu campeador
E é daqueles meu irmão
Que sai dando co'as duas mão
Num bicho corcoveador

Gauchão da velha templa
Que o tempo não engoliu
Uma bugra lhe pariu
Bem na costa de um lenheiro
Guarda o feitiço galponeiro
De centauro deste chão
Que envelheceu na amplidão
Lidando com caborteiro

Lá vem o nego betão
Que China e bala não popa
Mais taura que um rei no trono
Chapéu tapeado na copa
Abrindo o peito estrada afora
Bem na culatra da tropa

Profeta xucro dos galpões
Que sempre tem argumento
Proseia com o próprio vento
E passa por louco talvez
O que ele tem em campo e rês
Nunca foi dele amigaço
E se um dia sobrar um pedaço
Reparte com uns dois ou três

No lugar que esse índio laça
Fica um buraco no chão
Dos pealos de paletão
Serrando só nos dois cascos
Nasceu pegado no basto
E quando o maula sai berrando
O mango véio vai cruzando
Arrancando terra com pasto

Escrita por: João Sampaio / Jorge Guedes. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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