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Estrada do Sertão

Pena Branca e Xavantinho

Coisa que não arrenego
Nem tão pouco desapego
Ter gostado de você
Foi gostar desenxavido
Encruado e recolhido
De ninguém se aperceber

Matutando vou na estrada
Nos meus óio a passarada
Faz um ninho pra você
Juriti me espreita triste
E a jandaia não resiste
Chora junto por você

Nos teus óio faz clarão
E é um verde, um azulão
Tiê sangue furta- cor
Que me dá desassossego
E me suga que nem morcego
Mangando que é beija-flor

Não me encrespe a vida assim
Já me basta o que de mim essa vida caçoou
Não me faz essa graçola
De me abrir essa gaiola
Pra depois não me prender

Canta firme juriti
Vê se entoa uma canção
Sabiá me roça aqui
Bem de junto ao coração

Pousa aqui meu colibri
Vê se tu tem pena d'eu
Quero ser teu bacuri
Quero ser de vós meçê

Quanto mais se desfeiteia
Me despreza, mais me arrasto pra você

Escrita por: Hermínio Belo de Carvalho / Wilson Rodrigues / João Pernambucano. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.
Enviada por Rafael. Revisiones por 2 personas. ¿Viste algún error? Envíanos una revisión.

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