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O Texto das Reculutas

Quarteto Coração de Potro

Letra

    Meu galponeiro idioma reculatado nos fogões
    Traz suor dos redomões e respingos de luzeiro
    A rapidez dos matreiros e o restos de um bailecito
    Toldado de céu bonito quincha maior dos pampeiros
    Dos conselheiros de mate tive os poetas maiores
    E os payadores melhores improvisando inconstâncias
    Andei com eles distâncias de mil picadas que abri
    Para o meu canto sorrir na evocação das estâncias
    Quinchar mangueira empredrada destino do céu que tenho
    Das tolderias que venho sobrou meu sangue torena
    E a intimidade serena de arrocinar meus cavalos
    Depois com gosto cantá-los rondando a noite morena
    Por isso meu idioma tem braseiro nas rimas
    E acorda o vento nas crinas na correria selvagem
    Que um dia tornou-se imagem no olhar daquele que escuta
    O teto das reculutas que eu arquivei nas paragens

    Escrita por: L. Lisandro Amaral / M. Índio Ribeiro. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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