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Adeus, Casa de Farinha

Riccelly Guimarães

Adeus, casa de farinha
Nada no mundo me afoba
Onde eu durmo à tardinha
Na sombra d’uma algaroba

Adeus, casa de farinha
Nada no mundo me afoba
Onde eu durmo à tardinha
Na sombra d’uma algaroba

Do alpendre logo se nota
Um cheiro de mungunzá
Tem carne seca no forno, feijão de corda, cará
Tem pato no tucupi, porco de engorda, preá
Um poço com chafariz, pirão, paçoca, ingá

Tem carne seca no forno, feijão de corda, cará
Tem pato no tucupi, porco de engorda, preá
Um poço com chafariz, pirão, paçoca, ingá
Do alpendre logo se nota
Um cheiro de mungunzá

Adeus casa de farinha
Terreiro de mandioca
Vão embora as moreninhas
Que me davam tapioca

Adeus casa de farinha
Terreiro de mandioca
Vão embora as moreninhas
Que me davam tapioca

Nem talo de um garajau
Nem rastro do guaxinim
Se há farinhada indagora, falta um pedaço de mim
Mas nos porões da memória mora a cantiga que eu fiz
Toda manhã me consola, ao céu de cores anis

Nem talo de um garajau
Nem rastro do guaxinim
Se há farinhada indagora, falta um pedaço de mim
Mas nos porões da memória mora a cantiga que eu fiz
Toda manhã me consola, ao céu de cores anis

Adeus casa de farinha
Terreiro de mandioca
Vão embora as moreninhas, iê, iê
Que me davam tapioca

Adeus casa de farinha
Terreiro de mandioca
Onde eu durmo à tardinha, iê, iê
Na sombra d’uma algaroba

Escrita por: Lê De Sousa / Riccelly Guimarães. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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