O Ônibus
Roberto Uber
Subiu a rua, desce como fera
Tombou a curva numa paralela
Parou na ponta do sinal
Deitando os olhos do farol
No para-brisa a brisa arrisca a mão veloz
Se espreme entre carros, vai adiante
E bufa grande feito um elefante
Tombando o peso a pressa sai
Sacode, acode, cai não cai
Despingolando a ponte o bonde vai
Vai o ônibus
Ponto a ponto vem
Sempre à mão
Os meus olhos têm
Muita espera têm
Vem não vem
Chacoalho, empurro, a multidão me espera
Amassa a massa, passa o ponto, espera
Algum sinal do trocador
Peço licensa, por favor
Estico a mão, tento alcançar
Passou
Aperta o pé, segura a mão sobre o volante
O motorista avista, arrisca, engata avante
Gira a roleta o trocador
E gira a roda do motor
Abocanhando o tempo
Atropelando a dor
Vai o ônibus
Ponto a ponto vem
Sempre à mão
Os meus olhos têm
Muita espera têm



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