
Olhos Grandes
Rodrigo Campos
Tens uns olhinhos de pavor
Olhos grandes de quem vê
A paisagem quando chora
Não que a dor seja benquista
É só um Deus
Que morre a cada manhã
Diz que amanhã não tem amor
Mas depois também não tem
Olhos grandes, como chora
Haja fé na reconquista
Pois esse Deus
Não vive nessa estação
Lá-lá-rá-iá, lá-rá-iá, lá-rá-iá-rá-rá-iá
Tens uns olhinhos de pavor
Olhos grandes de quem vê
A paisagem quando chora
Não que a dor seja benquista
É só um Deus
Que morre a cada manhã
Diz que amanhã não tem amor
Mas depois também não tem
Olhos grandes, como chora
Haja fé na reconquista
Pois esse Deus
Não vive nessa estação
Lá-lá-rá-iá, lá-rá-iá, lá-rá-iá-rá-rá-iá
Lá-lá-rá-iá, lá-rá-iá, lá-rá-iá-rá-rá-iá



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