
A Poesia Em Pelo Mouro
Rogério Melo
No amanhecer a rosilha
Iluminou a mangueira
Que rebrilhou por interira
Como se fosse de ouro
Pariu um potrilho mouro
Calçado estrela na testa
A mescla de sangue a testa
A função vai ser de estouro
Aprumou os primeiros passos
Procurando a úbere cheia
Que após a primeira ceia
Troteando quase caía
A gente que tudo via
Com satisfação e gosto
Tinha estampado no rosto
Um sorriso de alegria
Pai chileno, função e estampa
Pra servir qualquer manada
Garupa bem angulada
Aprumado perto do chão
Mãe da estirpe, do rincão
De rédeas uma balança
Até parece que dança
Num dia de apartação
Na linhagem a nobreza
Dos mais laureados de esteio
De vencedores do freio
Campeões de morfologia
Nele eu vejo a poesia
Tranqueando maravilhosa
E a seleção cuidadosa
Surpreendendo a cada dia
Se emociona a alma do pago
Em cada gota de orvalho
Quando nasce um cavalo
Renovam-se as esperanças
Resistência pras estâncias
Inteligência e caráter
Pra esbarrar, pechar em aparte
E carregar as crianças
Quem vê um momento lindo
Da égua lambendo a cria
Entende toda a magia
Do mundo em movimento
Por isso meu pensamento
Tropeia simplicidade
E a beleza da humildade
Polida a sopros de vento



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