
Mocidade Unida da Glória 2026 - Tavinho Cidade e Cia
Samba Concorrente
Balancê, no balanço da canoa
A Mocidade vem contar na passarela
Uma história de amor a natureza
Que no diário de Teresa se revela
Velha canoa cortando o espelho d'água
E rio acima uma princesa a navegar
Desbravadora, rumo ao desconhecido
Numa viagem que tem muito a ensinar
De peito aberto, alma verde, diário nas mãos
Prefere as cores da floresta, ao luxo do salão
Encanto no encontro do encantado com o real
Início de um delírio tropical
Ao vê-la passar, a mata se curva
Segredos de tatus, desfile de tamanduás
Ecoa no ar um lindo coral
Retumba um tambor lá na aldeia
Adormeceu sob o olhar da lua cheia
Botocudo é borun
Borun watu nhe
Erva do mato
Fonte boa de beber
No transe vislumbre do fim
Novo céu, sem amanhecer, o mundo é que grita assim
No futuro é preciso renascer
Não há surpresa no olhar, de quem parece entender
Que o mau destino está, fadado a acontecer
Mas é preciso acordar, seguir em frente a missão
Talvez de novo passar, por uma nova infusão
Ainda dá pra mudar, virar o jogo ruim
A esperança vem no olhar de um curumim



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