
Sargento Cruz
Sandro Nazireu
Ooh, sargento cruz
Diga, irmão sandro
Conta teu testemunho aê, meu filho
Eu não sei se eu conto, se eu não conto
Conto?
Conta, conta, conta, conta
É, já que vocês insistem, eu vou contar
Eu era um cabra sanguinolento, valente todo
Só queria saber de noitada
Dava nó, até em pingo d'água
Num belo dia, botaram pra trabalhar comigo
Um tal de um soldado Gonzaga
O homem era crente todo, até o tutano
E ele já veio falando uns negócios comigo, que eu não gostei
Falando como, sargento?
Falando assim, olhe
Sargento cruz, aceite Jesus
Sargento cruz, aceite Jesus
Sargento cruz, aceite Jesus
Sargento cruz, aceite Jesus
Que negócio de aceitar Jesus, nada, Gonzaga?
Eu quero é botar bandido na cadeia
Curtir a vida, já que não deu, pra ser doutor
Hum
Ooh sargento
Que foi Gonzaga?
Aceita a Jesus
Isso é conversa pra boi durmir, homem
Vamos embora
Mas quanto mais eu falava
O homem insistia, dizendo assim
Sargento cruz, aceite Jesus
Sargento cruz, aceite Jesus
Sargento cruz, aceite Jesus
Sargento cruz, aceite Jesus
Num belo dia, eu estava fazendo, uma diligência
Eu só vi um vulto passar
E o povo gritando: Pega ladrão, pega ladrão
E eu falei: Gonzaga
O que foi, sargento?
É agora, Gonzaga
Liga o giroflex
Gonzaga sai e breca o carro, em frente a uma garagem
Que tava tendo, um culto de crente
Eu falei: O que é isso aqui, Gonzaga?
Ô sargento
É o culto do irmão jão, olha ali que coisa bonita
O pastor Osmar pregando, sargento
Vamos embora, homem
Mas quanto mais eu falava, ele continuava, dizendo assim
Sargento cruz, aceite Jesus
Sargento cruz, aceite Jesus
Sargento cruz, aceite Jesus
Sargento cruz, aceite Jesus
Vamos embora, homem, vamos prender o bandido
Deixe de conversa
Gonzaga sai, de repente Gonzaga, breca o carro e fala
Ooh, sargento
O que foi Gonzaga?
É, se eu morrer, eu vou pro céu
E o senhor, sargento?
Oh Gonzaga, pare esse carro
Eu não sabia, mas o pastor pensou que eu iria prender ele
Porque a vizinha já tinha prometido, chamar a polícia
Porque os crentes, estava fazendo muita zuada
Mas mesmo assim, ele continuou falando, aquelas palavras bonitas
De que adianta o homem ganhar o mundo
E perder a sua alma?
E eu ouvindo aquele negócio, deu umas friagens nas pernas
O meu coração, parecia que iria sair pela boca
Tomei coragem, e abri a porta da viatura
Dei o primeiro passo e bum
Depois, dei o segundo passo e bum
De repente, o bandido passa na minha frente e eu rastei a arma
E o irmão lá de dentro do culto, começou a gritar
Agachai, agachai, agachai
E os irmãos começaram a falar um negócio, de umas línguas estranhas
Que eu não entendia nada
E o irmão gritou: Agachai, que lá vem bala
E foi aquele corre-corre
O povo corre pra um lado, corre pra o outro
Foi uma correria, que não acabava mais
Aí ficou só eu e o pastor
Olho no olho, dente no dente
Eu me tremendo todo, igual a vara verde
Ele achando, que iria prender ele
Ele arregalou os olhos
Abriu a boca e disse
Você quer aceitar Jesus, como salvador da sua vida?
Eu cai, de joelho no chão
E disse
Eu aceito
E o povo, do outro lado da rua
Numa alegria só
Todo mundo gritando mesmo assim, olhe
Sargento cruz, aceitou a Jesus
Sargento cruz, aceitou a Jesus
Sargento cruz, aceitou a Jesus
Sargento cruz, aceitou a Jesus
Ooh sargento
Diga Gonzaga
Eu te amo
Não enche o saco, não, homem
O salário, vai ser o mesmo
Não, sargento
É amor de verdade
Eu sei
É amor em Cristo




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