
Obra Prima, Eu?
Silvestre Kuhlmann
Quando olhar para si mesmo
E não vir nada mais
Do que um pássaro a esmo;
Contra mil vendavais
Debatendo-se em penas;
Tanta pena de si,
Perguntando-se apenas:
- Porque foi que eu nasci?
Quando a própria certeza
Não passar de um talvez;
Cada enzima, cada osso,
Só um fosso
De porquês...
E a mais pura beleza
For igual aos balões;
Cada pelo, cada nervo
Um acervo
De ilusões;
Saiba, nem um cabelo
Cairá se não for
Sob o vivo desvelo
De um Deus Criador.
Seu mais lindo poema
Se reflete em você.
- Filho, venha, não tema;
Eu Sou o seu porquê.
Você é um manifesto
Da verdade vital.
Cada nervo, cada pelo
Um modelo
Original.
Você mesmo é um gesto
Desmassificador;
Cada osso, cada enzima
Obra-prima
Do Senhor.



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