O Desarme do Coração

Silvinho Ceará

Eu vivia entrincheirado na defesa
Armado de orgulho e desconfiança
Tratava o sentimento com frieza
Sem dar ao coração nem esperança
Meu peito era um reduto bloqueado
Cercado de arame e de espinho
Eu era um general do meu passado
Guardando a solidão no meu caminho

Mas você veio sem espada e sem escudo
Com a força macia de um olhar
Derrubou a muralha, venceu tudo
Sem precisar ferir nem guerrear

Você foi o desarme da minha guerra
A bandeira de paz que eu levantei
O amor mais bonito dessa terra
A única batalha que eu ganhei
Entreguei minhas armas, fui vencido
Pelo tiro certeiro da paixão
Hoje eu sou teu refém, teu protegido
Preso na cela do teu coração

Não adianta ter força e valentia
Se a alma dorme fria e vazia
A tua paz venceu minha rebeldia
E transformou a noite em claro
Dia Eu troquei o escudo pelo abraço
A espada pela flor do bem-querer
Desatei do orgulho o velho laço
Pra ficar amarrado em você

Você foi o desarme da minha guerra
A bandeira de paz que eu levantei
O amor mais bonito dessa terra
A única batalha que eu ganhei
Entreguei minhas armas, fui vencido
Pelo tiro certeiro da paixão
Hoje eu sou teu refém, teu protegido
Preso na cela do teu coração

Preso na cela
Do teu coração


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