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Que Esse Peito É De Vez O Seu Luga

Valdiner Pereira

A noite era fria e o peito apertava
Mas a Lua subiu e o salão chamou!
Chega de choro, cansei de agonia
Pus o pé na estrada, a tristeza passou
A solidão que batia no peito
Virou um galope que o vento levou!

Voltou, voltou!
O sorriso de novo no rosto brilhou!
Voltou, voltou!
A saudade correu quando o fole ecoou!
Toalha na cama? É roupa de festa!
Vem ver o forró que o povo armou!

O café que esfriou já virou uma gelada
O casaco na cadeira eu mandei pro varal
Se o passo no corredor era só o vento
Agora é o povo chegando pro quintal
A foto amassada virou confete
Pra comemorar o final do meu mal!

Voltou, voltou!
O sorriso de novo no rosto brilhou!
Voltou, voltou!
A saudade correu quando o fole ecoou!
Toalha na cama? É roupa de festa!
Vem ver o forró que o povo armou!

E olha só quem apontou na ladeira!
Com jeito de quem também não aguentou
Abriu o sorriso, puxou o triângulo
O erro passou, o amor perdoou!
Tira o desconhecido da frente
Que a dona do meu peito, enfim, aportou!

Voltou, voltou!
Que esse peito é de vez o seu lugar!
Voltou, voltou!
Esquecer pra quê? Se é bom te amar!
O orgulho saiu e a porta ficou aberta
Pode entrar, meu amor, no rala-coxa até o Sol raiar!

Voltou! Coisa boa!
Voltou! O forró cura tudo!

Escrita por: Valdiner Pereira de Oliveira. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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