Eu Bebi a Minha Verdade
Vibrando Na Luz
Eu já tentei ser calma
Já tentei ser normal
Já tentei ser metade de mim
Pra não assustar alguém no final
Guardei meus incêndios
Em copos de educação
Mas a verdade ferve
Quando o amor perde a mão
Me chamaram de intensa
Como se isso fosse defeito
Mas quem sente tudo no raso
Nunca entende o fundo do peito
Eu bebi a coragem
Que não servem nos bares
Misturei dor com riso
E brindei meus lugares
Se eu cair, que seja vivendo
Se eu amar, que seja inteira
Não precisa me salvar da queda
Só me acompanhe ali na beira
Eu não prometo um pra sempre
Mas vou de presença de corpo e alma
Não sei jogar desinteresse
Nem vestir indiferença
O desinteresse me desinteressa
Já me perdi tentando ser alguém que coubesse
Aprendi que lucidez
Às vezes vem bêbada
Mas a pior embriaguez
É negar o que está no interior no peito
Eu bebi a coragem
Que não servem nos bares
Misturei medo e desejo
E encarei meus altares
Não me peça controle
Eu sou fluxo e maré
Quem ama com manual
Nunca chega onde se é!
Eu bebi a mim mesma
Até não sobrar personagem
Hoje eu ando sem armadura
Com fé, falha e coragem!
Se eu ficar sozinha
Que seja em paz
Prefiro a minha verdade
Do que um amor que não me traz
Essa não é uma canção de bar
É uma oração torta
De quem cansou de bater
Em porta errada
Até que resolveu ser a própria casa



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