
Sangue e Areia
Vicente Celestino
Manolo quando entrou na arena
Na tarde serena
De sol e verão
Sentiu um olhar orvalhar
As flores de sonho do seu coração
Feliz, para a luta vivendo
Guardando nos lábios um beijo de amor
Não viu o destino tecendo
A história sentida de mais uma dor
Ao surgir o feroz animal
Belo touro de muito valor
Uma forte canção triunfal
Envolveu o gentil toreador
No balcão, na penumbra de um véu
Um sorriso de amor e paixão
Transportou para perto do céu
Um amante e feliz coração
Manolo quando entrou na arena
Na tarde serena
De sol e verão
Sentiu um olhar orvalhar
As flores de sonho do seu coração
Feliz, para a luta vivendo
Guardando nos lábios um beijo de amor
Não viu o destino tecendo
A história sentida de mais uma dor
Ao surgir o feroz animal
Belo touro de muito valor
Uma forte canção triunfal
Envolveu o gentil toreador
No balcão, na penumbra de um véu
Um sorriso de amor e paixão
Transportou para perto do céu
Um amante e feliz coração
Mas a morte chegou numa flor
Uma rosa vermelha e fatal
Escrevendo um romance de dor
Fim de festa cruel e mortal
Pois Manolo, ao rolar pelo chão
Sobre a areia sangrando ficou
E no cofre da rosa em botão
O seu ultimo beijo guardou



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