
Onde o Sol Nunca Se Põe
Vinícius Alves
Ouvi dizer que tudo aquilo que anda
É de lei que um dia há de se deitar
Ouvi dizer que tudo aquilo que fulgura
Indubitavelmente irá se apagar
Seja com o vento ou pelo sopro de um gigante
Coração sempre pulsante nunca há de se acabar
É o que dizem do destino, rumo incerto, imprescindível
E oscilante de um marujo a navegar
Eu me pergunto se há resposta
Pra questão que não tem fim
Se o que vejo é só a sombra
O que é que há dentro de mim?
Se em minha mente cabem mundos
Tão distantes e infinitos
Só me resta ser o elo entre esses dois
Pode até ser só devaneio
Deste louco, imundo, cego
Surdo e mudo que só vive pra cantar
Se é verdade o que disseram
Pra onde é que eu vou agora
Sendo dono de uma história
Que nem chegou ao seu fim?
Tenho que dar adeus a todos
Os desígnios do pior que há em mim
Já me despeço pois é hora
De fitar o horizonte
E partir rumo ao caminho
Onde o Sol nunca se põe



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