
Gaúcho Que Não Se Vende
Zezinho e Julieta
Eu sou gaúcho, e não me ajeito
Para viver sem nossas tradições
É uma história que sai do meu peito
Nesses meus versos, em nossas canções
Não troco o lenço pela gravata
Não desato o lenço, nem por milhões
Não abandono o meu trágico gaúcho
Que não tem luxo e traz recordações
Gosto de festa e dos meus companheiros
Que têm a gaita e cantoria
Eu, piquete de pão, só valeiros
Isso nos traz bastante alegria
Tem certa gente que é chamada de grosso
Mas é um colosso, uma cavalaria
E outros que acham que num casamento
Um acompanhamento assim é grosseira
Quem pensa assim há de se arrepender
É porque mora fora, em uma coxia
Quem nunca foi à cidade pra ver
Um fim de setembro com sua família
Ver as belezas que tem o rio grande
O gaúcho se espanta e não se humilha
Não joga fora suas tradições
Que traz recordações dos heróis farrofeiras




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