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Eu era árvore, era flor, era nuvem, era Lua
Em cada gesto, a eternidade
Pra sentir aquilo que não via, não havia
E o que eu era me bastava
Era borboleta fugidia
Era pássaro cantando a luz do dia
E era eu sem me saber
Alegria de um animal em harmonia

Eram todas as coisas num dia só
Perdida no campo dos mistérios
Era todas as coisas num dia só
Era inocência e não sabia

Nunca a solidão me assombrou
Até aquele triste dia
Em que a vida me roubou
A doce fantasia
De tudo ser e tudo ter sem nunca nada querer

Eram todas as coisas num dia só
Perdida no campo dos mistérios
Era todas as coisas num dia só
Era inocência e não sabia

Era todas as coisas num dia só
Era inocência e não sabia
Era todas as coisas num dia só

Era, era

Escrita por: Adelaide Ferreira, Ramón Galarza. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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