Momentos Raros
Aiac Santos
Não tem trono nem caixão lacrado
Pois seu único vício é viver viciado
Olha as estrelas, mano, como elas brilham
Tá vendo aquela ali? Prometi pra minha mina
Eu fui buscar no temporal onde deixei minha alma
Gastei meu tempo inteiro convivendo com esse trauma
Mas lembranças boas virão, é no que eu acredito
Bate o martelo, irmão, dane-se o veredito
Já tá escrito, os escritos vão me ajudar
Pra eu caminhar, observar, aprender a enxergar
Sei que minha missão é o rap, então pode pá
Não vai subir pra cabeça, eu sei onde pisar
Devagar vou caminhando rumo ao bom lugar
Também peço pros meus manos a paz nos alcançar
Que venha de bom grado, sem guerra pra carregar
E que a luz dos nossos sonhos nunca deixe de brilhar
Momentos raros que o tempo não levou
Uma brisa no campo, menino de Salvador
(Bolou) esse som pra aliviar a dor
Fugindo da realidade, mas sem perder o valor
É mó viagem, eu sei, tanto chão eu caminhei
Caí, levantei, chorei, mas nunca abandonei
Se eu estender minha mão, cê vai segurar também?
Ou vai deixar o medo falar mais alto outra vez?
Oh, oh, não, não
Vamos dividir o pão, irmão
Oh, oh, não, não
Ninguém vence sozinho, não
Às vezes, o maior inimigo é nós mesmos
Preso nos pensamentos, revivendo os erros
Criando labirintos onde não existe prisão
Alimentando a dor dentro do próprio coração
Quantas vezes eu corri sem saber pra onde ir
Procurando respostas que só Deus podia ouvir
Vi parceiros se perderem na fumaça da ilusão
E outros renascerem quando ouviram a razão
Hoje eu sigo firme, mesmo quando o mundo grita
Cada cicatriz carrega uma conquista
Transformei minhas feridas em linhas no caderno
E fiz do sofrimento combustível pro meu verso
Se a vida é uma escola, eu sigo aprendendo
Entre tropeços e vitórias vou sobrevivendo
E quando o beat bater, pode aumentar o tom
Porque a verdade da rua vira hino no boom bap, irmão
Momentos raros que o tempo não levou
Uma brisa no campo, menino de Salvador
(Bolou) esse som pra aliviar a dor
Fugindo da realidade, mas sem perder o valor
É mó viagem, eu sei, tanto chão eu caminhei
Caí, levantei, chorei, mas nunca abandonei
Se eu estender minha mão, cê vai segurar também?
Ou vai deixar o medo falar mais alto outra vez?
Oh, oh, não, não
Vamos dividir o pão, irmão
Oh, oh, não, não
Ninguém vence sozinho, não



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