Vida de Peão
Airton Araújo
Quando encilho um bagual de queixo duro
Alço a perna e a alma xucra incorpora
Ringir de basto sentado sobre o arreio
Ergo no freio e tiro as coscas nas esporas
Trovão de patas ecoando nas canhadas
Enforquilhado num cebruno redomão
Vida de peão é a liberdade apresilhada
Nas campereadas, nos tentos da tradição
Levanto cedo à madrugada me chama
Bato os tição e aqueço a água na cambona
Cevo na cuia um topetudo de erva buena
Cheira açucena que me lembra as querendonas
Relincha o pingo parece estar me dizendo
Vamos pra lida esta na hora meu patrão
Vida de peão é a liberdade apresilhada
Nas campereadas, nos tentos da tradição
A tarde desce e eu retorno pro meu rancho
Missão cumprida mais um dia que termina
Esta é a sina de um taura que traz na essência
Nossa querência e nas mãos marcas de crina
Passou o tempo e tordilharam as melenas
As nazarenas penduradas no galpão
/:vida de peão é a liberdade apresilhada
Nas campereadas, nos tentos da tradição.



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