Herói Anônimo
Alanna Jardim
No olhar tristonho do guri
Que eu via com dor no coração
A saudade de um pai que estava ausente
Nos deixando tão sozinhos no rincão
Meu filho ali sentado ao pé da porta
Os pés nus, olhar ao longe pelo pago
Vendo o mato se alastrando pela horta
Até os patos já não brincam mais no lago
Até o rancho não é o mesmo entristeceu
Este catre que abrigou tantos beijos seus
A sombra de um amor que um dia floresceu
Tão pequena que nem cabem os desejos meus
E numa tarde como era de esperar
Cruzando a porta um oficial em bela farda
Sem sorrisos com piedade pra me dar
Em sua mão um lenço roto e uma carta
Quem me dera fosse uma mentira
A verdade é uma adaga no meu peito
Abracei meu filho que a tudo assistia
Entristecido, mas sem entender direito
Pra mim sobrou a missão de explicar
Mesmo tão moço é preciso entender
Não foi por fama nem por glória que partiu
Mas para o pago e a nós dois proteger
Herói anônimo entre tantos que lutaram
Por cada filho cada pedaço de chão
Sua coragem está gravada em todos nós
Em cada medalha, cada terra, cada irmão
Sua tristeza até a alma me corrói
Erga a cabeça, pois teu pai é um herói
Sua estátua pelas praças não se vê
Mas bem aqui sua memória está viva



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