MADALENA (CAMBRAIA DE LINHO)
Alessandra Vieira
Uma bacia velha, a canoa quebrada
E nos cabelos uma flor
O chinelo velho, uma saia rodada
Lá vai Madalena carregar sua dor
Dedos calejados do peso da lida
E o dia ainda nem clareou
Pra alegrar a vida adora batucada
E amenizar a perda do seu grande amor
Numa rede de corda embala o menino que amamentou
De todo o barulho o rangido da rede reflete a sua real cena de dor
De um João da vida que já foi embora e nunca mais voltou
Deixou duplicado o peso da partida esquecido na dança que Madá criou
E foi lá, que eu vi Madalena mexer os cabelos
E foi lá, rodando o vestido sob a luz do luar
E foi lá, que eu vi Madalena ser meu desespero
Seu corpo molhava a cambraia de linho
Dançando ao som do meu ganzá



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